Profeta Isaías

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Profeta Isaías

Mensagem  Margarid em Ter Set 13, 2011 4:42 pm

TRABALHO DE PESQUISA SOBRE O PROFETA ISAÍAS

1. ISAÍAS- 740-701cC

1.1 SITUAÇÃO SOCIAL, POLITICA, CULTURAL E RELIGIOSA
Quanto ao contexto histórico e cultural da pregação de Isaías (na segunda metade do século VIII a.C), CROATTO argumenta o que é bastante conhecido pelos relatos bíblicos de 2ºReis e 2ºCrônicas e pelos anais assírios que narram às sucessivas campanhas militares contra a região mediterrânea e no contexto interno do país. Deve-se destacar a corrupção social e a insensatez política e religiosa da classe dirigente de Jerusalém. Daí as palavras de julgamento que predominam na atuação de Isaías.
Isaías constata inúmeras irregularidades, tais como: as arbitrariedades dos juízes, a corrupção das autoridades, a cupidez dos latifundiários, a opressão por parte dos governantes nas quais pretendem mascarar tudo isso com uma falsa piedade e abundantes práticas religiosas. E quanto a isso tudo, ele reage, combatendo essas injustiças de forma enérgica.
Desde os seus primeiros escritos até os últimos oráculos, seus maiores ataques são dirigidos contra os grupos dominantes: autoridades, juízes, latifundiários e políticos. Julga-se que ele pertencia a uma classe social elevada e que ele até fazia parte da aristocracia. Deve-se admitir que Isaías participava ativamente e com desenvoltura dos negócios das classes dirigentes.
A morte deste profeta deve ter ocorrido após 701 a.C. Durante os últimos anos do rei Uzias, sobe ao trono o imperador Teglat-Falasar III, que interviu diretamente na política de Judá e cuja situação não havia sido alterada durante o reinado de Joatão (739-734 a.C.), cujo período é de prosperidade econômica e também de uma independência política, que só seria ameaçada nos últimos anos deste reinado. Mas, quando tudo parece ir caminhando bem, o profeta Isaías detecta uma situação diferente. Sua maior preocupação nos primeiros anos, é a situação social e religiosa.Quanto a sabedoria política, aparece muitas vezes como a mais alta forma de sabedoria.
Com grande frequência, nos livros proféticos, sobretudo em Isaías e Jeremias, os conselheiros reais, os funcionários do rei, os escribas, são chamados simplesmente de “sábios”. Essa sabedoria política surge como a virtude por excelência dos reis, na qual era considerada como uma participação na sabedoria divina – era um Dom de Deus. Isaías se mostra bem relacionado nesse meio dos sábios. Conhece bem os esquemas funcionais e as regras dessa sabedoria política.
Pois, num momento de conflito entre sabedorias existentes, devido a motivos político social religioso, ele se posicionou como profeta que era de Javé e anunciou o previsto por Ele sem levar em consideração o desprezo ou retalhações que poderia ocorrer, por se encontrar num local onde toda a classe dirigente, tais como reis, sacerdotes, profetas, conselheiros ou sábios se encontravam, sendo que este discurso, conforme abordamos, é dirigido a essa última classe citada.
Entretanto, Isaías apresenta seu anúncio profético de forma clara e direta, deixando claro que Javé está irado com tais zombarias e desprezo desses homens e que ele tem um plano salvífico para toda a terra e que sabedoria igual a Dele não há. Da mesma forma hoje, isso contribui para que os novos líderes ministeriais da Igreja Cristã estejam atentos para com as novas doutrinas que invadem-nas constantemente e que afastam o povo de Deus.

2. A VIDA DOS REIS

2.1 UZIAS
Uzias ou Azarias foi o 10º rei de Judá e teria começado a reinar por volta de 792 a.C. Sua história triste historia consta nos livros de II Crônicas no Capítulo 26, e em II Reis, sendo contemporâneo ao profeta Isaías.
Grande guerreiro, filho do Rei Amazias, foi considerado um engenheiro de notável saber, uma vez que as armas projetadas por ele arremessavam grandes pedras, e, atiravam lanças. Possuiu grandes fazendas, construiu reservatórios de água, fortificou torres e edificou uma cidade chamada Elate.
O seu exército foi tão poderoso que a sua fama chegou até o Egito Segundo as inscrições de Tiglat-Piléser III, teve um confronto no ano 738 a.C. entre ele e uma coalizão forte entre reinos sírios, Israel Setentrional, Judá e outros sob liderança do velho rei Uzias. Porém a resistência não era bastante forte para Tiglat-Peléser abandonar suas tentativas de avançar também para o sul. Invade o Reino Israel Setentrional, e seu rei Menaém torna-se seu tributário.
Nos últimos anos de sua vida, foi amaldiçoado com a lepra, ao tentar subverter à lei de Moisés e queimar ele mesmo o incenso no templo, o que era reservado para os sacerdotes. Morreu isolado em um palácio, à margem do poder, pois era leproso.

2.2 ACAZ
Acaz começou a reinar aos vinte anos de idade e reinou por dezesseis anos. Ele seguiu a idolatria dos reis de Israel, fez imagens fundidas aos baalins e chegou a queimar aos seus próprios filhos.
O rei Rezim da Síria, junto com o rei Peca de Israel invadiram Judá e cercaram Jerusalém. Rezim levou em cativeiro uma multidão de presos, restituiu Elate à Síria, expulsou de lá os judeus e instalou ali os siros.
O exército do reino de Israel também levou presos em cativeiro bem como despojo, mas houve protesto por parte de alguns dos seus chefes, alertados pelo profeta Odede, e acabaram retornando-os a Judá por medo da ira do SENHOR. Também os edomitas vieram e derrotaram Judá, levando presos em cativeiro, bem como os filisteus, que lhes tomaram seis cidades com suas aldeias. Tudo isto lhes veio do SENHOR porque Acaz permitira que Judá caísse em dissolução. No entanto o SENHOR mandou o profeta Isaías falar com Acaz, e lhe disse que não temesse, mas que o rei da Assíria viria para assolar tanto a Síria como Israel: Israel deixaria de ser uma nação dentro de sessenta e cinco anos (Isaías 7).
Acaz enviou mensageiros ao rei Tiglate-Pileser da Assíria, dizendo-se servo e filho dele e pedindo que o socorresse. Mandou com eles um presente da prata e do ouro que se acharam no templo e nos tesouros da sua casa. Tiglate-Pileser atendeu ao seu pedido, subiu contra Damasco, capital da Síria, levou os seus habitantes cativos e matou a Rezim.
Acaz foi a Damasco para encontrar-se com Tiglate-Pileser, e lá viu um altar que o agradou. Mandou a planta e o modelo para o sacerdote Urias em Jerusalém ordenando que o edificasse diante do templo, o que ele fez.
Voltando de Damasco, Acaz fez os seus sacrifícios no novo altar, colocou de lado o altar de bronze construído por Salomão e ordenou que todos os sacrifícios em futuro fossem feitos no novo altar. Além disso tirou a pia e o mar de sobre os painéis e bois que os sustentavam, e os colocou sobre um pavimento de pedra, e retirou o passadiço coberto para uso no sábado e a entrada real pelo lado de fora por causa do rei da Assíria. Ele despedaçou os utensílios do templo, e fechou as suas portas. Fez também para si altares em todos os cantos de Jerusalém. Como os outros reis apóstatas antes dele, ao morrer ele foi sepultado na cidade de Davi - não nos sepulcros dos reis de Israel. Ezequias, seu filho, reinou em seu lugar.

2.3 EZEQUIAS
O rei Ezequias foi o 13º Rei de Judá.É considerado um dos maiores reis de Judá por causa da sua confiança em Deus e sua dependência d'Ele. Ezequias, que seguiu o exemplo do seu brilhante antepassado, o Rei Davi, teria começado a reinar com 25 anos de idade e governou por 29 anos, a partir de 715 a.C. Sua mãe chamava-se Abi, filha de Zacarias.
Ezequias era um homem de muita fé. Guardava os mandamentos da lei mosaica e exortava o povo a desviar-se do pecado e se aproximar de para Deus.Resquícios do muro construído em Jerusalém por Ezequias, como proteção ao ataque de Senaqueribe.
No início do seu reinado, Ezequias reparou e purificou o templo. Reintegrou os sacerdotes e levitas ao seu ministério, e restaurou a celebração da Páscoa (II Crônicas 29:3 e 30:5). Além disso, combateu a idolatria em Judá proibindo o culto aos deuses pagãos, determinando também que fosse destruída a serpente de bronze construída na época de Moisés, pois o povo estava adorando-a. E, devido à sua obediência, a Bíblia relata que Deus trouxe paz ao seu reino enquanto cuidou do templo providenciou a adoração adequada.
De acordo com a Bíblia, Ezequias, ao ser confrontado pelo rei da Assíria, Senaqueribe, orou a Deus e foi salvo do cerco de Jerusalém (por volta do ano 701 a.C.), em que um anjo teria exterminado cento e oitenta e cinco mil soldados assírios durante a noite. Após a expulsão dos assírios, Ezequias experimenta um novo milagre também relatado na Bíblia. Tendo adoecido gravemente, o profeta Isaías veio lhe dizer que iria morrer. Não se conformando, Ezequias pôs-se a orar e Isaías retorna com outra mensagem de Deus informando um acréscimo de mais 15 anos à vida do rei. E, como prova do cumprimento dessa palavra, Deus deu um sinal a Ezequias, fazendo atrasar dez graus a sombra do relógio solar construído por Acaz.
Tendo se recuperado, Ezequias cometeu um sério equívoco ao mostrar os seus tesouros aos mensageiros da Babilônia. Devido a isso, Ezequias foi advertido pelo profeta Isaías, prevendo o futuro cativeiro dos judeus, o que ocorreu numa invasão de Nabucodonosor, no reinado de Zedequias.

2.4 MANASSÉS
Existem pelo menos cinco Manasses na Bíblia. O que queremos estudar é o rei de Judá, filho de Ezequias.Seu nome significa “fazendo esquecer”.Tinha doze anos de idade, quando começou a reinar, e reinou 55 anos. Viveu 67 anos. “Fez o que era mal aos olhos do Senhor.” (2 Cronicas 33.2).
Provavelmente não houve em toda a história bíblica de Israel, um rei tão malvado quanto o foi Manasses. Não aproveitou o avivamento do período de seu pai – o rei Ezequias (2 Cr. 33.3).O seu mal exemplo foi descrito na Bíblia para nos servir de exemplo:
• idolatria – “levantou altares a baalins e fez bosques”.
• astrologia - prostrou-se diante de todo o exército dos céus e o serviu (2 Cr.33.3).
• profanação – profanou a Casa do Senhor, edificando altares nos pátios e colocando um ídolo (imagem esculpida) dentro do templo.
• paganismo – fez passar os seus filhos pelo fogo no Vale do Filho de Hinom.
• prostituição – conduziu o povo ao pecado (2 Cr. 33.9)
Ele recusou-se a escutar os profetas enviados do Senhor (2 Cr. 33.10). É um grave perigo tapar os ouvidos para não ouvir a mensagem de Deus enviada pelos seus profetas.Manassés se desviou de Deus, e foi aprisionado, algumas palavras descrevem o estado de espírito em que se encontrou Manasses dentro de um calabouço: Angústia – é o termo que a Bíblia usa para demonstrar o estado de ânimo deste rei; Humilhação – “humilhou-se muito”. Os humilhados serão exaltados; Oração – “orou”. Muitas vezes aprendemos a orar e a buscar a Deus em nossos apertos e necessidades; Reconhecimento – “reconheceu que o Senhor é Deus”. Aqui poderíamos dizer que foi tarde demais. Creio que o próprio Manasses não tinha mais nenhuma esperança de escape para sua vida.
Mas houve a intervenção divina: Deus se aplacou (33.13). O arrependimento do homem mexe com o coração de Deus, por isso o trouxe de volta a Jerusalém, ao seu trono. Aquilo que Deus lhe deu é seu e ninguém toma, a não ser que você ceda ao pecado. Manasses edificou e desmanchou toda a idolatria.Depois de morto não teve honrarias como Ezequias, seu pai. Manasses foi sepultado no jardim da Casa real.

Margarid
Convidado


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Parabéns!!!

Mensagem  Admin em Ter Set 20, 2011 4:08 pm

Ficou ótimo sua colaboração.
Sua resposta sobre o contexto histórico está muito bom. Através do contexto você poderá fazer uma ótima interpretação dos textos de Isaías sobretudo os textos da primeira parte de Isaías.
Sobre a vida dos Reis de Judá podemos destacar a sequência: 12º rei Acaz = rei injusto; 13º rei Ezequias = rei bom; 14º rei manassés = rei idolatra.
Relacionando a sequência dos reis e o caráter de cada um, podemos deduzir o conteúdo das três partes de Isaías. Você poderá encontrar a intenção do Profeta.

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