C - ÊXODO - TERCEIRA PARTE - Ex 17,1-7

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C - ÊXODO - TERCEIRA PARTE - Ex 17,1-7

Mensagem  Admin em Ter Set 20, 2011 10:13 am

3º Encontro: Crer em Deus para vencer a descrença

O texto de base do encontro: Êxodo 17,1-7

Javé está no meio de nós, ou não? -* 1 Toda a comunidade de Israel partiu do deserto de Sin para as etapas seguintes, conforme a ordem de Javé, e acamparam em Rafidim, onde o povo não encontrou água para beber. 2 Então o povo discutiu com Moisés, dizendo: «Dê-nos água para beber». Moisés respondeu: «Por que vocês discutem comigo e colocam Javé à prova?» 3 Mas o povo tinha sede e murmurou contra Moisés, dizendo: «Por que você nos tirou do Egito? Foi para matar de sede a nós, nossos filhos e nossos animais?» 4 Então Moisés clamou a Javé, dizendo: «O que vou fazer com esse povo? Estão quase me apedrejando!» 5 Javé respondeu a Moisés: «Passe à frente do povo e tome com você alguns anciãos de Israel; leve com você a vara com que feriu o rio Nilo; e caminhe. 6 Eu vou esperar você junto à rocha de Horeb. Você baterá na rocha, e dela sairá água para o povo beber». Moisés assim fez na presença dos anciãos de Israel, 7 e deu a esse lugar o nome de Massa e Meriba, por causa da discussão dos filhos de Israel e porque puseram Javé à prova, dizendo: «Javé está no meio de nós, ou não?»

Questões respondidas pelo texto:
1) Qual a murmuração que o povo faz?
2) Qual o nome dado àquele lugar? E, porque esse nome?
3) E hoje, ainda duvidamos da presença de Deus em nossa caminhada de comunidade? Por quê?
“Deus está no meio de nós ou não?” O momento de dúvida e de descrença na travessia do deserto leva o Senhor a dar provas de sua presença, passo a passo, com o povo. Em Rafidim, mais uma vez o povo não encontra água. Vem nova murmuração o que indica um esquecimento do que havia acontecido em Mara. Novamente o povo se revolta contra Moisés e desta vez querem apedreja-lo. A descrença parece ainda maior que antes. A pior murmuração é duvidar da presença de Deus no meio do povo (cf. Ex 17,7). E, por dez vezes, Israel pôs o Senhor à prova (Nm 14,22). Daí vale lembrar que “Massa” significa “provação” e “Meriba” significa “contestação”, “reclamação”.
Moisés recorre a Deus: “O que vou fazer com esse povo?” (Ex 17,4 ) Deus manda Moisés escolher anciãos para ajuda-lo. Mais uma vez a solução está no meio do povo. Então, Moisés deve ferir a rocha com a vara, assim, brotará a água para saciar a sede do povo. Simbolicamente, a vara pode ser vista como a Palavra de Deus verdadeiro instrumento para fazer correr a água da vida. Deus atende seu povo mesmo quando ele duvida de Sua presença. O Salmo 95(94) mostra a dureza de coração do povo de Israel ao colocar Deus à prova. “Por quarenta anos aquela geração me desgostou. Então Eu disse: É um povo de coração transviado que não reconhece os meus caminhos” (Sl 95,10)
A atitude de Deus é bem manifesta em Deuteronômio 32,10-11. Deus encontrou seu povo na dificuldade, cercou de cuidado, guardou-o com todo o carinho, como se fosse a pupila de seus olhos. Mas, no texto acima (Ex 17,1-7), Deus não parece satisfeito com a murmuração do povo, o texto diz apenas que a água jorrou abundante, o povo e os animais puderam beber. Nada é dito além disso. Mas o livro dos Números relata alguns detalhes a mais e diz que houve uma repreensão a Moisés e Aarão (cf. Nm 20,1-13). O povo parecia ter memória curta, tinha esquecido o que aconteceu no início da caminhada em Mara e o que o Senhor já havia feito a seu favor em toda a travessia.
Infelizmente, não raro, duvidamos da presença de Deus que caminha ao nosso lado. Temos dificuldade de reconhecer a presença de Deus nos momentos difíceis da vida como: um acidente, uma morte trágica ou repentina, um desencontro familiar, uma decepção amorosa. Não raro, as pessoas se desesperam e até murmuram contra Deus por não dar conta de reconhecer a sua presença amorosa e contínua, passo a passo em nossa caminhada.
Para superar isso, precisamos nos aproximar mais de Deus. Gastar mais tempo com sua Palavra, aprender a ler a Bíblia todo dia e praticar a leitura orante com seus quatro passos: a) O que o texto diz em si? b) O que o texto diz pra mim? c) O que o texto me faz dizer a Deus? d) O que o texto me leva a mudar no mundo?
Além disso, valorizar e participar dos grupos de reflexão que são os canteiros de nossas pastorais. Participar da vida da comunidade, dos cultos dominicais e das missas, pois Deus é comunhão e se revela na comunidade. Participar de cursos de formação para alimentar e fortalecer nosso conhecimento e nossa vivência da fé. Tudo isso cabe, perfeitamente na vida da gente e vai nos dar aquela certeza de que Deus está sempre ao nosso lado nos ajudando a vencer a descrença.
Vale lembrar a Verbum Domini nº 86 (...) “A Palavra de Deus está na base de toda a espiritualidade cristã autêntica. Esta posição dos Padres sinodais está em sintonia com o que diz a Constituição dogmática Dei Verbum nº 25: Todos os fiéis «debrucem-se, pois, gostosamente sobre o texto sagrado, quer através da sagrada Liturgia, rica de palavras divinas, quer pela leitura espiritual, quer por outros meios que se vão espalhando tão louvavelmente por toda a parte, com a aprovação e estímulo dos pastores da Igreja. Lembrem-se, porém, que a leitura da Sagrada Escritura deve ser acompanhada de oração»“.
Pergunta para o aprofundamento: O que fazer para que toda nossa vida e a vida da comunidade seja, de fato, animada pela Palavra de Deus?

Para aprofundar o texto de Ex 17,1-7: Vencer a descrença- Olha a água de novo!

Iahweh esta presente
O texto inicia localizando o povo na caminhada do deserto. O povo se angustia e pergunta (v.7) "esta Javé no meio de nós ou não?". O problema central mostrado é a descrença com a questão da falta de água. No deserto faltar água não seria problema, pois de antemão se sabe da dificuldade e a gente se prepara quando vai ao deserto. Mas aparece algo mais complicado toma rumo uma denuncia do Povo a Moises. Caracteriza-se o fato por uma disputa jurídica. Existe uma acusação "por que nos fizestes subir do Egito, para nos matares de sede, a nós e aos nossos filhos, e ao nosso gado?"
A história só muda quando Moisés diante da corte dos anciãos atende a reivindicação do povo e tira água da rocha. Aí é esclarecida a tentação de Iahweh que o versículo 17,7 questiona a descrença do povo na presença de Iahweh na caminhada do deserto. O texto dá uma resposta a esta descrença mostrando que onde esta presente Iahweh poderá existir dificuldades, mas nunca o padecimento do povo. O povo deve reafirmar a sua fé e sentir que Deus está com ele.
Falta água outra vez e o povo pergunta de novo: Por que nos fizeste sair do Egito? Em nossa caminhada também não é só uma vez que vamos sentir falta de algo essencial.
Falta confiança em Deus e reconhecimento da importância da caminhada que vai concretizar a libertação. Muita gente prefere acomodação, mesmo com horizontes bem estreitos, já sabemos.
Deus vai repetir o fornecimento de água, que dessa vez virá de um rochedo no monte Horeb (outro nome para o Sinai, o monte dos mandamentos) no qual Moisés vai bater com a mesma vara com que tinha feito prodígios no rio do Egito.

Questões e dúvidas da presença de Iahweh na caminhada:
Comunidade: O que os Moisés de hoje (Catequistas, lideranças pastorais etc.) deveriam fazer para que o povo se sinta guiado por Deus?
Catequese: Que tipos de "sede" precisamos combater hoje? Amor e solidariedde ajudam a evitar as "sedes" do mundo?

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